UMA RUIVINHA LOUCA E INTENSA

As primeiras impressões são péssimas.

Quando ha conheci ela vivia de cara fechada, sempre com o olhar cabisbaixo e eu jamais imaginei um dia conversar com ela.

E foi assim, com uma péssima primeira impressão e de maneira inusitada que a conheci.

Ela aparecia e desaparecia havia uma dor em seu coração algo que nem ela sabia explicar. Ela estava presa como um pássaro destoado de si cantarolando melodias de tristeza.

Quem não a conheceu como eu a conheci jamais vai entender a canção que extravasa como um vulcão em erupção.

Em uma noite muito louca ela decidiu dançar expressar, pôr para fora aquela melodia, e enquanto ela dançava eu a observava. O tempo estava parado e eu mergulhado na imagem daquele pássaro. Que sem perceber soltava suas amarras e voava.

 Era a ruivinha louca de tão louca tão intensa.

Me aproximei, tentei saborear aquela áurea que estava sobre ela, foi quando de repente a louca me mordeu. Uma mordida no pescoço.

E quando olhei novamente já não podia ver mais o pássaro agora eu via somente ela, de forma nua e crua a ruivinha, louca e intensa.

Aquela noite a lua aplaudiu sua liberdade, os anjos que cuidavam dela fizeram festas.

E eu senti o fogo de seu corpo, a intensidade do seu toque a ingenuidade e acalento de sua alma...

Ela é louca e intensa, ela é liberdade mas também apoteose.

 

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